Avaliação de risco operacional (ARO) é um procedimento muito importante para voar, saiba o porquê e como pode ajudar na sua operação. A ficha ARO é obrigatória e exigida pela ANAC para voo com drone (RPA) comercial, visto que a aeronave irá atuar em diversos locais, necessitando uma avaliação prévia do local.
Costumamos usar em nossas operações uma tabela que contém os níveis de dificuldade da situação e sua viabilidade bem como o impacto. Através dela, são passadas orientações que podem ser coordenadas através do responsável pelas operações, o próprio operador ou pela diretoria. A importância dessa ficha não se restringe por ser obrigatória, mas por questões de segurança da operação e redução de risco de acidentes.
Como é feita a ficha
A ficha é elaborada e classificada como na tabela abaixo:
Para preencher, é necessário que haja uma visita ao local para levantar os possíveis risco que correspondem ao nível de dificuldade e avaliar como proceder, como no exemplo:
Conforme é preenchida, são analisadas as classificações, para então ser definido o profissional que irá coordenar a operação. Para entender melhor as chances, veja os impactos como aceitável, tolerável e inaceitável. Enquanto que as possibilidades podem ser vistas como porcentagens de 0 a 100.
Classificações da avaliação de risco operacional e tomada de decisão
A lista de classificações irá avaliar quais decisões e cuidados tomar previamente, assim é possível evitar que haja acidentes bem como danos aos patrimônios ou até mesmo as pessoas no local, essa ficha é de suma importância, pois só assim é controlado o índice de acidentes. Ela é avaliada em que etapa se encaixa e quais são as possibilidades de reduzir o risco até que esteja aceitável. A exemplo, vamos supor duas situações:
Primeira situação
Içamento de cabo guia – Se um local possui árvores de 10 metros, porém o drone sobrevoa bem acima e não há área de sombras, tampouco as árvores são um obstáculo que ofereça perigo, logo ela pode ser encaixada como um risco de impacto improvável e leve, então nesse caso, na tabela seria um tipo B1 (Slight impact + Unlikely). Precisaria somente se atentar a sempre ao procedimentos padrões. Padrões no qual são definidos por estudo prévio na criação da ficha.
Logo, a melhor solução seria voar a uma distância que o drone decole de uma área aberta e consiga altura para sobrevoar bem acima das árvores.
Segunda situação
Cobertura de eventos – Grande eventos, como o Rock in Rio, costumam ter os drones como parte de sua cobertura de imagens, contudo, ele não pode mais sobrevoar as pessoas e precisa manter uma distância segura, pois, há uma situação de risco em que acidentes podem ser graves, por conta disso, poderia ser encaixado em um risco moderado e possível C3 (Moderate impact + Possible). Nesse caso, é necessário que haja toda uma preparação para que o risco seja mitigado, assim, seria necessário profissionais experientes, além de uma área que seja considerada segura para filmar, bem como a permissão das pessoas no evento para que não haja problema. Lembrando que essa prática de sobrevoar pessoas em grandes eventos é proibida pela ANAC, para diversas ocasiões.
Em vista disso, na DR1 costumamos classificar como em mais um exemplo abaixo:
Reduza os riscos operacionais
Para reduzir os riscos em uma operação é necessário profissionais experientes no mercado, por isso é importante que seja feito um orçamento com empresas sérias atuantes no segmento. Em caso de novos operadores, é importante seguir essas exigências, pois a garantia de ascensão no mercado é maior, bem como a experiência adquirida em operações seguras e de sucesso.
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